Quem não se lembra do programa Castelo Rá-Tim-Bum?
A série marcou uma geração de crianças que cresceram entre os anos 1990 e 2000.

Por vezes, o Zequinha (primeiro da esquerda na foto) indagava os colegas após uma afirmação:
Nino → Poxa, como o céu é diferente daqui de cima!
Zequinha → Por quê?
Nino → Porque estamos acostumados a ver o céu lá da Terra!
Zequinha → Por quê?
Nino → Porque não tem nuvens, não tem poluição!
Zequinha → Por quê?
Nino → Porque aqui de cima o céu fica mudando de cor!
Zequinha → Por que o céu muda de cor?
E então vinha a resposta em coro e em alto tom:
— PORQUE SIM, ZEQUINHA!
É exatamente isso que vejo em muitos líderes hoje em dia.
Líderes “Por que sim, Zequinha”.
São aqueles que não conseguem conectar propósito ao protagonismo de seus liderados e, por isso, acabam apenas mandando fazer “porque tem que ser feito”.
Mas propósito é justamente o “porquê” de algo precisar ser feito. Se um líder diz que algo deve ser realizado apenas porque precisa que alguém execute, isso não é propósito, é ordem vazia.
Muitos líderes não contextualizam, nem ao menos se esforçam para criar um storytelling que dê sentido à tarefa.
Para um PM, pode ser “só um botão”. Mas, para um Tech Manager ao delegar a demanda, precisa significar muito mais:
- Esse botão, ao ser clicado, tem que acabar com a fome do mundo!
- Esse botão, ao ser clicado, vai salvar todas as baleias do planeta!
- Esse botão, ao ser clicado, vai dar o mundial para o Palmeiras! (Não precisa mentir… só aumentar a história 😉)
Com o devido exagero e pitadas de humor, é exatamente essa a mensagem que precisa chegar até o seu liderado. Porque líderes que não criam uma conexão entre propósito e engajamento jamais terão times protagonistas e alinhados às estratégias da empresa.
Não seja um líder “Por que sim, Zequinha”.
Crie propósito ao delegar. Entregue contexto.
Líderes querem executar algo estratégico. Seu liderado quer ser protagonista.
Mas sem um bom roteiro, esse filme não sai!


