Dar feedback é uma das habilidades mais poderosas, e desafiadoras, na jornada de um líder. É através dele que fortalecemos conexões, realinhamos rotas e impulsionamos o crescimento das pessoas e dos times.
Mas nem todo modelo de feedback gera o mesmo resultado. Alguns, com o tempo, perdem o impacto ou deixam brechas na comunicação.
Hoje quero compartilhar 4 modelos de feedback muito conhecidos e quais realmente recomendo usar na rotina de liderança.
Vou começar pelos dois modelos que eu não recomendo usar com frequência.
1. Feedforward
A proposta do Feedforward é olhar para o futuro, oferecendo sugestões de melhoria sem focar no que passou.
A ideia é positiva, mas o problema é que ele se apoia em subentendimentos, deixando o colaborador sem clareza sobre o que, de fato, precisa ser ajustado.
Sem uma referência concreta do passado, o feedback pode soar genérico, e a melhoria esperada dificilmente se materializa.
2. Sanduíche
O clássico Feedback Sanduíche intercala um elogio, uma crítica e outro elogio.
Funciona bem em contextos pontuais, mas torna-se previsível e artificial quando usado com frequência.
Quando o colaborador percebe o padrão, ele tende a “se preparar” para o recheio negativo, o que reduz a autenticidade da conversa.
Agora, vamos aos dois que recomendo fortemente, tanto pela objetividade quanto pela profundidade:
3. SBI (Situação – Comportamento – Impacto)
Ideal para o dia a dia.
O modelo SBI é simples, rápido e direto, perfeito para conversas breves após reuniões, entregas ou interações específicas.
Como funciona:
- Situação: descreva o contexto (quando, durante, etc).
- Comportamento: explique o que foi observado.
- Impacto: compartilhe o efeito que isso gerou.
Exemplo:
“Na reunião de hoje (Situação), você interrompeu o colega algumas vezes (Comportamento), e isso fez com que ele não conseguisse concluir o raciocínio (Impacto).”
É claro, objetivo e orientado a fatos!
4. BOOST (Balanced – Observed – Objective – Specific – Timely)
Perfeito para one a one quinzenais com os liderados.
O BOOST vai além da conversa pontual, ele se torna um verdadeiro notepad do profissional, um registro de evolução contínua.
Por que funciona:
- É balanceado, reconhece pontos fortes e melhorias.
- Foca em comportamentos observáveis, não percepções.
- Mantém a objetividade, sem julgamentos.
- É específico, sem generalizações.
- E acontece de forma tempestiva, no tempo certo.
O resultado? Um diálogo estruturado, humano e de crescimento mútuo.
No Elo Ágil, acreditamos que feedback é sobre conexão real, não correção fria.
É a oportunidade de fortalecer a confiança e alinhar expectativas de forma transparente.
Usar modelos como SBI e BOOST ajuda líderes a manter o equilíbrio entre empatia e clareza, dois ingredientes essenciais para times potentes.
Espero que você tenha aprendido um pouco mais sobre essas técnicas de feedback. Forte abraço e até a próxima 🙂


